PSICOTERAPIA PARA
BRASILEIROS NO EXTERIOR
Mudar de país é atravessar uma reconstrução profunda da forma como você vê o mundo e a si mesmo.
Psicoterapia online, em português, para brasileiros que vivem fora do país e desejam compreender com mais profundidade as transformações de identidade, pertencimento, vínculos e projeto de vida que acompanham a migração.
Como funciona
Em 2021, mudei-me para Amsterdam, onde vivi por cinco anos e reconstruí partes importantes da minha vida pessoal, profissional e acadêmica em outro país e em outro idioma. Conheço de perto o trabalho silencioso de aprender novos códigos, sustentar vínculos à distância, rever a própria identidade e construir pertencimento sem apagar a história de onde se veio.
Essa experiência também orientou minhas escolhas acadêmicas. Estudei Psicologia Cultural na University of Amsterdam e concluí o mestrado em Antropologia Social e Cultural na Vrije Universiteit Amsterdam. Na pós-graduação em Psicanálise e Análise do Contemporâneo pela PUCRS, dediquei meu trabalho de conclusão à dimensão potencialmente traumática da migração, articulando trauma psíquico, trauma social e aculturação.
Na dissertação de mestrado, pesquisei a experiência de mulheres brasileiras altamente escolarizadas nos Países Baixos, acompanhando como migração, identidade, cuidado, ambivalência e pertencimento atravessavam suas relações e seus projetos de futuro.
Somado a mais de dez anos de experiência clínica, esse percurso sustenta uma escuta que não reduz o sofrimento de quem migra a uma simples “dificuldade de adaptação”. Interessa-me compreender o encontro entre a história singular de cada pessoa, sua vida psíquica, a cultura e as condições concretas de reconhecimento e pertencimento no lugar onde vive.
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Identidade e pertencimento: A sensação de já não ser exatamente quem você era, sem ainda saber quem está se tornando, ou onde, afinal, se sente em casa.
Saudade, perdas e luto migratório: A distância da família e dos amigos, as ausências em momentos importantes e a perda de lugares, rotinas e referências que sustentavam sua vida.
Solidão e construção de novos vínculos: O esforço de criar intimidade, amizade e uma rede de apoio em um contexto no qual as relações podem seguir códigos diferentes dos seus.
Carreira, autonomia e reconhecimento: A experiência de recomeçar profissionalmente, trabalhar em outra língua, ter qualificações pouco reconhecidas ou sentir que uma parte importante da sua identidade ficou suspensa.
Relacionamentos interculturais: Diferenças na comunicação, nas expectativas familiares, na expressão dos afetos e nas decisões sobre onde construir o futuro.
Ficar, voltar ou partir novamente: Escolhas atravessadas por desejo, culpa, vínculos, carreira, documentação, filhos e pela pergunta sobre qual vida ainda faz sentido construir.
Discriminação e falta de reconhecimento: Situações de racismo, xenofobia, desigualdade ou desmentido da própria experiência, que podem afetar profundamente a segurança e o sentimento de pertencimento.
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Não existe uma única maneira de viver bem fora do Brasil. Para algumas pessoas, criar raízes é essencial; para outras, a mobilidade faz parte do projeto de vida. Há quem encontre liberdade na distância e quem sinta falta do amparo que deixou. Há também quem conquiste exatamente o que desejava e, ainda assim, se surpreenda com um vazio difícil de explicar.
A terapia não oferece um modelo de expatriação bem-sucedida. Ela oferece um espaço para dar palavras ao que está sendo vivido, elaborar perdas, reconhecer conflitos e compreender como a mudança se encontra com a sua história pessoal.
Ao longo do processo, podemos olhar para aquilo que se repete, para as exigências que você impõe a si mesmo, para os vínculos que sustentam ou limitam suas escolhas e para os desejos que talvez tenham se transformado. Não se trata de voltar a ser quem você era antes da mudança, mas de integrar experiências que agora também fazem parte de quem você é.
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Mudar de país não é apenas aprender uma nova língua, compreender outros costumes ou reorganizar a rotina. É deixar um mundo no qual muitos gestos, códigos e formas de relação pareciam naturais — e precisar encontrar sentido em uma realidade que ainda não se tornou familiar.
Até então, sua cultura oferecia uma espécie de chave de leitura: maneiras compartilhadas de demonstrar afeto, pedir ajuda, construir intimidade, reconhecer conquistas e imaginar o futuro. No novo país, parte dessas referências deixa de funcionar como antes. Aquilo que parecia espontâneo passa a exigir atenção, tradução e esforço.
Por isso, é possível sentir orgulho da vida que você construiu e, ao mesmo tempo, solidão; desejar permanecer e fantasiar o retorno; reconhecer as oportunidades da mudança e ainda sofrer pelo que ela custou. Esses sentimentos não se anulam. A ambivalência faz parte de muitas experiências migratórias.
Você não precisa escolher entre ser grato pela vida que construiu e reconhecer o que ela lhe custou.
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Para quem
Adultos brasileiros que vivem no exterior, estão se preparando para migrar ou atravessam a decisão de permanecer, retornar ao Brasil ou mudar novamente.
Sessões
Os encontros são individuais, online e têm duração de 50 minutos. Em geral, acontecem semanalmente, de acordo com o que for indicado para cada processo.
Conversa inicial
O primeiro contato é uma conversa de 30 minutos, sem custo, para conhecermos sua demanda, esclarecer dúvidas e avaliarmos a possibilidade de iniciar o trabalho.
Viver entre culturas pode ampliar o seu mundo e também tornar algumas perguntas mais difíceis de responder sozinho.
Se a mudança de país mexeu com sua identidade, seus vínculos ou com o sentido da vida que você construiu, a terapia pode ser um espaço para pensar essa experiência com profundidade, sem minimizar suas conquistas nem o que tem sido difícil de sustentar.
Entre em contato
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